Flowed – Smash Life On The Nü Punk (EP)

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foto por Diego Henrique

Aumentem os volumes, pois a banda alagoana Flowed retorna com Smash Life On The Nü Punk. Com o perdão do trocadilho, uma pancada. Baixo, guitarra e bateria em uma cadência vibrante, distorcida e ruidosa (Afinal, precisamos mais do que isso?!). Um disco inteirinho ”lofizaço” pra ninguém botar defeito.

Após 3 anos de hiato, desde os singles Green Hollow / When A Small Wave Comes eu diria que a espera valeu a pena. O EP está impecável. É bem encadeado e recheado de seis potentes canções. Destaque para os vocais bem encorpados e rasgados de Mário Alencar e suas guitarras rasgadoras e desconstruídas na medida ideal para cada música, seguindo também com os vocais quase Queens Of The Stone Age de Pablo Wilard, que além de cantar junto com Mário, assume um baixo de 5 cordas altamente grave e, para completar o time, temos Davis Sampaio mandando muito bem nas baterias cheias de peso e energia. Ao final da última faixa nem percebemos como faz sentido aquele famoso dito popular: O que é bom (de fato) dura pouco.

E não há nenhum demérito nisso (no meu caso só há créditos, a propósito). A sonoridade grave, aveludada fornece a textura ideal pra esse tipo de som. Um décimo a mais no conteúdo de frequência estragaria tudo. A magia está justamente na baixa razão sinal/ruído. Por sinal, o que seria do rock’n Roll sem o ruído?!

Tá na cara que a Flowed adora um Nirvana, Stone Temple Pilots, Screaming Trees, Dinosaur Jr, – seguindo lado a lado outras referências que saem da mesmice quando o assunto é anos 90. O disco soa como uma demo das antigas, as quais eram gravadas ao vivo, na boa e velha fita cassete, graças ao próprio baixista e vocalista da banda Pablo Wilard, que ficou encarregado dessa produção ”low-fi” no material. Também não podemos esquecer da arte da capa feita por Mário Alencar, que tem como referência a atriz dos anos 80 Molly Ringwald.

Aproveitem o novo disco da Flowed depois de 3 anos sem terem lançado nada, na verdade, esse é o primeiro trabalho quase cheio que a banda lança nessa formação, digo, formação original mesmo! A que todos sempre ouviram falar da verdadeira Flowed: Mário, Pablo e Davis!

por Leonardo Oliveira


Ouçam agora na íntegra:

 

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dpsmkr – Vol. 4 (EP)

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foto por dpsmkr

O 1º lançamento da recém-nascida Crooked Tree Records, vem la das profundezas de Porto Alegre – dpsmkr (dopesmoker)! Pseudônimo de Jonas Dalacorte.

O disco é produzido e criado pelo Jonas – a fotografia da capa também; aliás, ele é um one-man band – e é isso o que fazem bandas de um homem só. Com guitarras e mais guitarras, e uns efeitos synths ambients aqui e alí que definem a sonoridade do cara, que particulamente agrada bastante o selo, instrumentais! Influências que quase lembram: Barn Owl; Earth; Colour Haze; Sunn O))); Tim Hecker; Fennersz.

Vamos ouvir aqui, 5 músicas de uma série de faixas aleatórias que já está no seu 4º volume, título do EP; que para quem se interessar em ouvir os outros, é só se chegar no bandcamp do próprio: http://www.dpsmkr.bandcamp.com

dpsmkr já tem uma penca de trabalhos lançados, como o belíssimo e sombrio Cinza, lançado em 2013 – um de seus álbums mais ”conhecidos” e legais, não deixe de conferir. Vol. 4 é o 16ª registro, pra tu só ter noção de como o brother aqui não gosta de ficar estagnado. A 2º faixa Sombra, que praticamente é onde inicia-se o disco, compõe guitarras stoners e pesadas, com batidas lentas e repetitivas; mas sem deixar o ouvinte nauseado. Também tem a excelente surf music, Praia – em uma sonoridade lo-fi como o disco leva ao todo, mas impecável.

por Mário Alencar


Ouçam agora na íntegra: