Killing Surfers – You Never Cared (EP)

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Para noises, não há coisa mais bacana do que juntar amigos e fazer uma banda que brinque com os sons que mais gostamos – a diversão e alegria desses momentos não tem preço.

Nesse contexto, surge a banda que tem chamado atenção de quem curte um som indie, a Killing Surfers; isso mesmo, uma brincadeira que com certeza levará a um caminho sério (se não ja está…); e hoje, eles lançam o primeiro trabalho que dará a sua estréia, o EP You Never Cared.

Fundada em Maceió, Alagoas, pelo vocalista inquieto Mário Alencar (Sketchquiet; Mario The Alencar), mestre bigodon Wilson Victor, ambos responsáveis pelas paredes de guitarras distorcidas e sensacionais que permeiam o disco; e Gellyvan Fernandes (Nonsense Lyrics), querida e carismática figura alagoana, no seu contra-baixo pós-punk à la Kim Gordon.

Killing Surfers é rock, que mergulha rock na vertente shoegaze e dream pop, onde guitarras ora furiosas se misturam com passagens mais serenas. A voz amargurada de Mário sussurra alguma coisa em nossos ouvidos – nossa! Parece triste, mas não! A rapaziada não deixa a peteca cair nunca.

As influências… Os caras conhecem muitas coisas, e misturam sem piedade ou preconceito, mas o som sai naturalmente sem forçar a barra.

Vamos destacar todas as faixas desse disco, sim! porque não? I Wanna Sleep e Medications são dois embriões que parecem ter saído do trio mais barulhento de Nova Iorque desde o Sonic Youth, o A Place To Bury Strangers. Pillow Face tem uma intro suave que mergulha depois em seu ”white noise”, assim como She’s Like Heaven, bebem de grandes bandas shoegaze como My Bloody Valentine e The Jesus and Mary Chain – a delicada Sunrise, remete o clima etéreo do Cocteau TwinsSlowdive e Galaxie 500. E por fim o hit, Another Horizon, que lembra… Killing Surfers! É isso, a mistura que pode lembrar alguma banda mas tem sabor próprio.

A produção ficou encarregada pelo vocalista/guitarrista da banda, Mário Alencar, que com muito suor também fez a arte da capa de You Never Cared.

Acompanho esse caras no selo desde janeiro desse ano, e vejo como transbordam energias positivas quando falam de música ou quando fazem música; isso serve de lição de vida para mim, não perder o amor por isto mesmo que te traga apenas… Felicidade!

por Carlos Otávio Vianna


Ouçam agora na íntegra:

Mario The Alencar – Addicted Lovers (Album)

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O forno não pára! E com uma cereja no bolo sai o nosso Addicted Lovers. É, pessoal – para complementar e não parar a cozinha da Crooked, vem o 7º – Como diria Júpiter Maçã: O 7 é um número místico. Depois do excelente resultado do trabalho de Eric Iozzi, a borboleta ou o bicho que saiu do Casca, seu álbum recentemente lançado – trouxemos agora mais um homem-orquestra, sim, mais um.

Falamos de Mário Alencar, que desde 2009 está na ativa como Mario the Alencar; e hoje, ele lança o seu 12º registro deste primeiro projeto de quarto, um álbum aéreo e firme.

Usando quase o seu próprio nome de nascimento (haha), ele nos leva de onde nunca deveríamos ter saído – a simplicidade e viajem de Addicted Lovers é de arrepiar e doer a alma. Esta joia cuspida de uma ostra te levará a caras muito fodas – Nick Drake, Jeff Buckley, Elliott Smith e até mesmo, as guitarras distorcidas com riffs tortos e dissonantes de bandas como My Bloody Valentine e Sonic Youth.

Eu poderia ficar horas e horas expressando meus sentimentos pelo novo álbum de Mário – eu quero que você ouça, eu quero que sinta o que eu senti ou melhor, sinta o que conseguir.

Alencar como sempre gravou e produziu – aqui ele canta, diferente do seu mais novo projeto paralelo, Sketchquiet. Ele executa uma variedade de instrumentos – guitarras, violão de aço, contra-baixo, programações e  gaita. O lindo desenho da capa é feita pelo próprio, que também é ilustrador e designer.

Mário Alencar é um membro importante no cenário underground alagoano – e só ver isso quem quer!

por: Gellyvan Fernandes


Ouçam agora na íntegra: