Depressa Moço! – Saindo de Cena (Album)

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Carlos Otávio Vianna, a mente carioca por trás do projeto Depressa Moço!, é um artista singular. Tem a capacidade sem precedentes de reunir tendencias das mais variadas e manter um trabalho coeso e criativo. A sua visão orgânica da manipulação de timbres eletrônicos eleva seus trabalhos a um outro nível de construção, onde o clima ”noir” reina.

O próprio Carlos diz ser influenciado por artistas experimentais, agregando beats eletrônicos clássicos como o drum’n bass. Nessa profusão de elementos, surgem vozes recitando versos e samples improváveis, dando um caráter surreal as composições.

Saindo de Cena já é o terceiro álbum do artista no selo, Depressa Moço! foram um dos primeiros a aparecer no catálogo da Crooked, quase um clássico e muito querido pela galera da ”árvore torta” (haha), também é um dos idealizadores do selo da sede do Rio de Janeiro.

O álbum cheio funciona muito bem como música incidental, faixas como O Método são uma crônica urbana narrada – é uma visão sombria característica da eletrônica, compartilhada por bandas pop como o Depeche Mode, New Order, Kraftwerk e até a leva do trip-hop dos anos 90. Também não podemos esquecer de que Carlos adora deixar seu set misturado, Depressa Moço! não vive só de sintetizadores mas também adora um folk, a bela Sonic Fruits é uma delas.

O álbum tem três participações, na faixa Entortando está o nosso artista de São Paulo Eric Iozzi, empunhando teclados e contrabaixo, a faixa Lembrança já é daqui de nossa terra, Sketchquietcomo sempre fazendo os riffs de guitarras e por fim, também de nosso território e assumindo as cinco cordas, Claúdio Teófilo, em Eita Loucura, Vou Na Fé! 

O Depressa Moço! não constrói seus discos baseada numa ideia preconcebida e as mudanças de rumo tornam as canções imprevisíveis. Tem espaço para guitarras, melodias melancólicas e samples de crianças falando e jazz. Sobre o clima peculiar, Carlos comenta: “O artista que realmente me inspirou a fazer esse tipo de som foi o DJ Shadow com o disco Entroducing…“.

Saindo de Cena é para aqueles que acreditam que ainda há uma volta para tudo, desde que haja mudanças.

por Edson Codenis e Mário Alencar


Ouçam agora na íntegra:

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ecolalia – spirits go away (EP)

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Eis aqui o trabalho solo de Reuel Albuquerque, o ecolalia  – em matéria de referências o cara não está para brincadeira, vide as camadas sonoras de seu outro projeto, a banda Jude. Mesmo assim, abracei a proposta e botei o disco pra tocar e nos primeiros 20 segundos já tinha meu veredito: ” Eu gosto disso!”.

Existe um caminho fácil para se fazer musica eletrônica, você pode acrescentar um timbre conhecido sobre uma batida já disponível e pronto, tá feita uma música novinha. Já inserir sua personalidade na música é outra história. O outro caminho, mais tortuoso, foi seguido pelo músico Reuel, que espelha o lendário Brian Eno ou Richard David Jameso mentor por trás do Aphex Twin em seu processo criativo na construção de timbres improváveis que tiram definitivamente suas músicas do lugar comum.

spirits go away é o resultado desta visão sonora, que reúne ecos do industrial de um Nine Inch Nails noventista à incidental de Junkie XL, com suas colagens e tramas. O ecolalia está um passo adiante da ”ambient music”, e abre o álbum com a faixa habitat numa narrativa ascendente que volta e meia interrompida por uma harmonia de piano, a canção não tem beats mas o resultado final é muito interessante.

A segunda faixa body lembra as colagens sonoras do projeto Cabaret Voltaire em sua fase mais experimental, sem compromisso com o pop. Acaba sendo uma extensão da faixa anterior.

fliewitchu também se beneficia de um processo de desconstrução harmônica, chega a ser inquietante, o ecolalia realmente não gosta de temas óbvios, a faixa mereceria um clipe.

9gagme é um dos trabalhos que mais gostei, divertida, etérea e cheia de surpresas. Flerta com o moderno sem abrir mão da criatividade.

body l1ves house leva a sério a verve da música incidental, e você acredita que algo está acontecendo em outro plano, fruto da habilidade de Reuel em criar ótimos temas. Uma versão maior seria bem vinda.

aria: hauges(0)ng (sim, as faixas tem títulos complexos, haha) soa mais intimista, aconselho ouvir com calma e atenção, pois o rapaz sabe guardar seus ases na manga. 

Fechando o trabalho temos inhabit, melodiosa e recheada de vocoders, parece ter saído de um disco do produtor Giorgio Moroder. Em resumo, temos um álbum bem construído e coeso, com faixas que se complementam. Mais uma de nossas tacadas certeiras.

por Edson Codenis


Ouçam agora na íntegra:

The Crooked Friends Collective – Vol. 1 (Coletânea 1 ano de Crooked Tree Records)

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O tempo anda sem percebermos quando estamos em atividade, não? Melhor ainda quando fazemos algo com a própria alma.

No final de 2015, logo no natal, fui tendo uma ideia de poder ajudar um pessoal que eu observava de longe, bem distante; mas essa galera não era apenas uma galera comum, eram artistas, que andavam em seus próprios quartos, porões e até mesmo estúdios para criarem, criarem música. Essas pessoas vivem trancafiadas dias após dias para construírem algo que vem delas mesmas, com muito amor e carinho. Mas essas pessoas estavam acanhadas de mostrarem isso a uma rede social, ao mundo que os tem ao redor, foi daí que a Crooked Tree Records nasceu, junto com uns amigos que conheci a pouco tempo, e que tinham os mesmos caminhos.

Agora, o selo completa 1 ano de aniversário – com 23 discos no catálogo e 19 artistas. Esses talentos estão divididos pelo mundo: Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza, Alagoas, Goiânia e até mesmo a Espanha. Tivemos altos e baixos por aqui, mas sempre com o orgulho de fazer parte desta equipe que vem lutando pelo seu espaço, tendo ideias e mais ideias sem cessar.

Uma salva de palmas para todos que estão envolvidos a Crooked Tree, sem o apoio de vocês este sonho não se tornaria tão real – grande honra está ao lado de grandes artistas e bandas, aprendendo a cada dia uma imensidão diferente. Vocês são incríveis!

Mas parando com toda essa choramingueira! (haha) Temos aqui de presente para nossos ouvintes fies (rsrs) – uma coletânea com quase todos os artistas do selo, os que marcaram mais no ano passado e até então em janeiro. Um punhado de canções inéditas que foram gravadas justamente para isso, e outras que já foram lançadas em outras plataformas. Fiquem com os projeto solos do Depressa Moço!, Mario The Alencar, Nonsense Lyrics, Sebage, Wands (projeto solo do vocalista da banda Pormenores), Hesla (nova empreitada do artista Diaz, que em breve estará lançando disco por aqui) – também com os experimentalismos do Sketchquiet, Eric Iozzi, Botas Batidas, Lzu, dpsmkr – e as bandas Killing Surfers, Humbra, Fantasmas de Marte e The Modem. Mas antes de tudo! Vamos tirar mais um pouco a preguiça para lermos mais um pouco alguns depoimentos de alguns artistas, Leonardo Oliveira da Humbra, Carlos Otávio Vianna, Depressa Moço! e ah! Os videozinhos da bandas Jude Edson Codenis da The Modem, agradecendo-nos e dando os parabéns – ”rock n’rooooll hey! rock n’rooooool rock! rock n’rooool hey!”.

por Mário Alencar


Carlos Otávio Vianna (Depressa Moço!):

O ano de 2016 não foi fácil!!! O mundo e não só nosso país sofreram com crises econômicas e políticas. Muita coisa está mudando, o mundo toma conhecimento de diferentes
culturas, hábitos até então relegados a uma posição submissa. A diversidade é enorme, temos muita coisa diferente ao nosso alcance, ainda mais com as ferramentas tecnológicas que temos hoje em dia. Mas por mais estranho que pareça boa parte das pessoas não está
arriscando no novo, no diferente….o medo do novo sempre existiu, mas talvez preguiça…já que temos tanto a mão. Não queremos perder tempo!!!! Perdemos tanto tempo pensando nisso…

Em fevereiro de 2016 surgiu em Maceió, Alagoas, o selo Crooked Tree Records, projeto da cebeça do inquieto Mário Alencar. O selo queria divulgar artistas independentes de qualquer lugar do país, e abria um leque enorme de opções sonoras. Não importando se era gravação caseira ou profissional, se valia a  pena era lançado. ser era uma banda ou um homem banda (atenção meninas, esta faltando mulher- banda ou banda de meninas no pedaço!).

Rock em português da Pormenores, Fantasmas de Marte, Jude, Humbra, Primavera. Pop eletrônico do The Modem, MASM, também musica minimalista experimental de DPSMKR, Sketchquiet, Gimu, Botas Batidas . Musica passional de Nonsense Lyrics e Mario the Alencar. Paisagens sonoras criadas por Eric Iozzi e LZU, sons eletrônicos e acústicos de Depressa moço!, DIAZ e o shoegaze da Killing Surfers. Uma diversidade que fez bem a todos, onde se criaram novas amizades e união em torno da música. Essa crença na diversidade acho que favoreceu a vários artistas do selo estarem presentes em listas de melhores do ano, as vezes mais de um artista numa mesma lista e junto com ˜medalhões” da industria
fonográfica e artistas com mais exposição na grande mídia. Fiquei feliz em fazer parte desse combo.

Agora, para celebrar um ano de existência, a Crooked Tree Records vai lançar uma coletânea de seus artistas. Ela representa bem o que falei anteriormente, um caleidoscópio sonoro (se isso é possível, he he) onde cada artista contribuiu com uma musica, na maioria inédita em seus trabalhos. Ouça, arrisque…se você não gostar,  tudo bem, saberá que existe muita coisa diferente para conhecer. O mundo precisa disso!!!


Leonardo Oliveira (Humbra):

O ano de 2016 começava para nós de forma despretensiosa. Estávamos montando novo repertório e decidindo qual direção daríamos à banda. Foi aí que tivemos a ideia de gravar um conjunto de 5 músicas de diferentes fases de nossas vidas, o Tempos Mal Vividos.

E foi assim, experimentando o passado,  testando antigos arranjos há muito empoeirados nos meandros de nossas mentes, que este disquinho despretensioso rendeu para nós da Humbra a oportunidade de entrar pra Crooked Tree Records e ampliar sobremaneira as possibilidades da  banda como um todo. O que mais nos chamou atenção na Crooked foi a diversidade e a capacidade de reunir de forma uníssona tanta gente diferente; uma verdadeira lente num mar de informação que nos fornece um belo recorte da cena que se forma no país.


Edson Codenis (The Modem):


Reuel Albuquerque e Alexander Campos (Jude):


Ouçam agora na íntegra:

The Modem – Hard Pop (EP)

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Ouvidos abertos para a novidade que acaba de aportar aqui na Crooked! É que o The Modem acaba de lançar pela gente o seu EP Hard Pop.

O projeto, encabeçado pelo visionário paulista Edson Codenis, é uma surpresa enorme quando descobrimos o cara na rede mundial de computadores. Uma junção de baladas retrocompatíveis com uma sonoridade 8-bit que nos leva a um tipo de dimensão oitentista com instrumentos do século XXI faz a nossa cabeça e dá vontade de sair dançando pela cidade enquanto cantamos seus refrões marcantes.

A balada retrô de The Modem é recomendado para pistas de seres de todas as idades, pra carros no meio da estrada noturna, no fone de ouvido quando o clima é de curtição ou quando você tem aquele coração partido precisando de um ”up” pra investir no amor de novo. Cada faixa tem sua peculiaridade, sem se desgrudar da sua originalidade sonora, o que faz cada canção se tornar um hit underground suave, sincero, pop bem dosado e inteligente nos arranjos e nas letras – bote sua ficha nessa jukebox, escolha sua faixa preferida e cante sem parar. Esse é The Modem! Eis a playlist:

Totem é uma canção sobre a “diversidade da mudança” que nos possa fazer ser lembrados pelo nome, enquanto na praça tem um totem que fala sempre dos feitos dos nossos heróis. É um som que leva com sabedoria – musical e filosófica – as reflexões sobre o que estamos fazendo de nossas vidas. Pare tudo e veja se não é verdade!

Em A Minha Proposta, o novo dilema é uma paixão que brota de uma relação juvenil contrariada pelo pai da moça. Uma daquelas canções que todo mundo vive em algum momento da vida captada com o que podemos chamar de descrição exata do real. Atente pra essa dor de cotovelo cantada sobre o jogo de notas do refrão! Que música!

Viciada no Asfalto nasceu para brilhar na velocidade da luz. Como a música supõe, “no seu carro, voa baixo, no seu sangue, a velocidade flui, ela corre entre os prédios”… Não seria uma metalinguagem sobre o alcance do próprio som? A canção tem um apelo dançante forte, sem ser esses pops enlatados. A boa produção vocal reverbera para além da faixa. Quando fechamos os olhos escutando a canção, só conseguimos imaginar as luzes da noite em uma via principal em uma moto ou um carango potente! Faça o teste aí!

Na Hora Errada parece aquelas tretas de relacionamento, quando nos é oferecido um paraíso e tudo o que nos dão são as  próprias e previsíveis imperfeições do ser, o tipo de gambiarra remendada para ver se dá pra continuar levando com a barriga. Acontece. Recomendado para todos os momentos pré, pós e durante o discutir de uma relação.

Se a canção anterior é uma forma de se enxergar e lidar com a dor da frustração, em Espelho temos um verdadeiro banho de água quente em um relacionamento, do tipo “Owwwwwnnnn” de fofura, fazendo pensar que tudo parece perfeito. Ouça o verso “A nossa sintonia ultrapassa os limites da compreensão / Não existe mais nada importante pra mim / Do que ter você” pra ver se você não sente seu coração aquecido!

Em Você vai se perder, temos a finalização das inéditas do EP, o adeus ou um até logo, com uma faixa de despedida em um refrão que repetidamente lembra do preço dos erros cometidos: “Eu vou embora sem olhar pra trás / E quando você chegar já será tarde / Não adianta vir correndo atrás / Você vai se perder.”

Por fim, uma faixa bonus: Uma versão de Viciada no Asfalto, talvez a grande música, pelo DJ LWolf. A capa colorida e geométrica do EP foi feita pelo artista gráfico Mário Alencar, que tem uma leve referência as artes dos discos do New Order .

Depois de escutar cada faixa é que descobrimos porque  Hard Pop é mesmo o nome ideal para esse trabalho: é dançante, é foda, é bem produzido, é um hit atrás do outro, sobre coisas da vida que são difíceis de lidar. Ainda bem que o temos como trilha sonora de cada grande momento de relacionamentos de nossas vidas!

por: Nô Gomes


Ouçam agora na íntegra:

Depressa Moço! – Música Para Comerciais, Curtas-Metragens & Outras Coisas (Album)

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Só a idade contemporânea foi capaz de fazer as pessoas se relacionarem com a música numa dimensão inédita. O resultado é uma sede imensa de produzir arte, buscando as notas que flutuam internamente dentro de nós esperando serem compartilhadas com outras pessoas. E é por meio de softwares, plugs e redes que só a idade contemporânea se sobressaiu em ter acesso a obras como a do Depressa Moço!, que acaba de lançar com qualidade e feeling o seu Música Para Comerciais, Curtas-Metragens & Outras Coisas.

O título modesto é uma armadilha: por trás de cada música que poderiam não ser nada além dessas funções você encontra a profundidade da sensação transmitida e a sinceridade do músico Carlos Otávio Vianna, um carioca que já foi lançado aqui na Crooked com o seu primeiro trabalho, o álbum Playlistonde foi o segundo lançamento do selo. A propósito, o Depressa Moço! é uma das aventuras artísticas de Carlos, que acumula admiração a cada lançamento que se propõe realizar.

Todas as faixas deste segundo álbum, produzidas em seu iPad, são fruto daquelas condições necessárias para um artista existir: ele não precisa de muito pra fazer músicas  inspiradoras, e tem o que precisa pra alcançar em cheio a trilha sonora de nossas vidas ou mesmo pra nos fazer pensar em termos de mais coisas para viver e sentir.

Destaques para as faixas Cadentes, que é uma canção que poderia ser clássica da MPB com sua suavidade adoçada pelo violão, Os Lugares do Meio, que é a típica canção de cidade grande: a escutamos como se estivéssemos acordando em busca de um ritmo de vida que fosse adaptável à vida metropolitana. Se essa faixa sugere um novo dia, em Na estrada ao Entardecer, o DM reaparece com seu lado folk e nos faz sentirmos indo pra casa a pé, descendo uma ladeira e vendo o horizonte onde o sol se põe. Em Eu e Minha Viola Fora da Área de Cobertura, temos um poema reflexivo sobre o tempo, apresentado sob uma base de violão melancólica, como os fins das noites de domingo. Conversa Sob O Pessegueiro também chama atenção: parece uma daquelas canções de aeroporto de Brian Eno, que geram saudades. As demais músicas fluem muito bem para quem tem na memória o jogo da franquia Gran Turismo e se deliciava com aquelas trilhas sonoras noturnas enquanto você corria com um Mazda RX-7 em alguma estrada noturna.

A linda capa da criança é autoria do próprio, também seu filho. Música Para Comerciais, Curtas-Metragens & Outras Coisas são definitivamente quadros pintados com canções!

por: Nô Gomes


Ouçam agora na íntegra:

Masm & Tamura – Pacing To (EP)

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Depois do nosso sucessinho de lançarmos nossa primeira banda no catálogo, vem aí um duo – ou quase isso!

Masm é Matheus Accioly, um artista alagoano novíssimo em termo de carreira que vem se destacando com o seu mais novo single/clipe Pedestais – onde você pode conferir aqui: www.masm.bandcamp.com/track/pedestais – mas hoje a vibe dele é outra, sem sair das suas programações pops. Matheus se juntou de alguma forma através da internet com um cara filipino, o Tamura: www.soundcloud.com/cy-tamura – que aí conseguiram construir um disco fino de música eletrônica, o Pacing To.

O duo é recente e esse EP é o único trabalho vazado até agora, esperando que saia mais um, e mais um, e mais um… Destaques para a faixa que vai te levar aos tempos primórdios do Pet Shop Boys (ufa!), Hot Techniques, a nostálgica Cathode Space e a noturna In Effigy.

Pacing To foi produzido entre Maceió e nas Filipinas, pelos próprios – Masm é quem faz toda a parte electro-instrumental (haha), e o vocal sensual estilo David Gahan é do Cy Tamura, que também fez a arte digital e mística da capa do EP.

Em breve, Masm prepara um álbum solo ainda este ano – e aguardamos com grandes expectativas para que seja um dos bons! Enfím, keep goin para os dois.

por: Mário Alencar


Ouçam agora na íntegra:

Lzu – Abstrações de Você (EP)

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Estamos de volta, cambada! E com mais um da nossa terrinha dos coqueirais tortos – trata-se do ”beatmaker” mais kool das alagoas, Elizeu Salazar; conhecido como Lzu.

Seu mais novo trabalho, o EP Abstrações de Você, é uma aula de como misturar bons e novos gêneros musicais, que segue batidas e efeitos cloud rap ao chillwave ”lo-fizão”. Lzu é solo, faz tudo – programações; beats; vocais; samples; efeitos, tirando a faixa 4 com parceria gringa do artista O.S.L nos FXs através do sequenciador sp404 (oi) e os vocais de Isaac Suh na bonus Sobre Livros E Tsurus Com Ela.

O disco é seu 4º trampo, pelo que vemos aqui: www.lzus.bandcamp.com – ah! e o registro já foi lançado em fita k7 também, isso não é ”very show”?! O que é bacanérrimo nisso tudo também são os títulos das músicas, tudo bem boladinho no portuguese.

O ”rappster” (brincadeirinha chata) tem ótimas influências do que anda rolando por aí nesse climão de ondas e nuvens e até também grandes nomes da incrível Warp Records, isso mesmo! Sem medo nenhum de escrever isso, Lzu lembra artistas como Boards Of Canada, Flying Lotus, Rustie, Gonjasufi e por aí vai nessa salada com ingredientes refinados (haha).

A produção completa é do próprio e até também essa linda colagem que é a capa do disquinho – aí vai uma ”deep citação” que Elizeu passou para nós, e que ficamos em suspiros: Ser eu na maior parte do tempo, é está apegado as formas que eu vejo nas núvens. Liberdade é céu.”  E vamo ouvir com gosto!

por: Mário Alencar


Ouçam agora na íntegra:

Depressa Moço! – Playlist (Album)

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Chegando a mais um lançamento, o 2º disco da Crooked é do Depressa Moço! isso, com exclamação no final (haha) – mais um homem-orquestra nas paradas do selo mais novinho das alagoas, now!

Carlos Otávio Vianna é o carioca que faz tudo por aqui; guitarra, vocais, baixo, bateria, teclados, programações, ufa! acho que só?! Enfím, o cara manja bem do assunto – but, o projeto tem uma leve parceria com Lucas Machado (que toca piano na faixa Vaga Mente) e um tal de Gringo Carioca é, esse é o pseudônimo do doido (vocais na Scenarium).

O DM, como Otávio ás vezes prefere se chamar – é uma mistureba foda de eletronica avant-garde com jazz, um pouco de bossa nova, mas bem pouco, rock, indie e umas batidas bem de cara com as do Kraftwerk, recitando letras poéticas e dolorosas (sem onda nenhuma). Destaques para a novampb melancólica Percepção e a belíssima ”instrumental-fim-de-noite” Jossa.

Este é seu primeiro disco oficialmente lançado, e é um álbum – ele é daqueles pouquíssimos que fazem música para si mesmo sem querer status nem estrelinha em troca, e está tendo a chance de mostrar isso para o mundo, agora. A Crooked Tree acredita muito no seu potencial e espera que Carlos não se esconda mais em seu porão.

Gravado, produzido e criado pelo próprio – sendo a capa feita por Mário Alencar.

por: Mário Alencar


Ouçam agora na íntegra: