Sebage – Beatnik (Album)

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2016 foi um ano de conhecimento para a Crooked, tivemos bons e péssimos resultados, mas sem baixar a cabeça! Com muito amor e dedicação com o que fazemos por aqui, continuamos sem olhar para trás. A terra virou mais uma página, e em 2017 conquistaremos o nosso lugar pois, lutaremos até o fim para conseguir o que realmente queremos.

Sem mais delongas, apresentamos a vocês o nosso primeiro lançamento do ano! Um grande artista da terra das Alagoas, aqui, há anos de estrada – um veterano. Sebage é daqueles compositores que entendem a sua própria linguagem, proporcionando à qualquer ouvinte um sentimento de bohemia, nostalgia ou a saudade de um amor intenso. ”Since” 1984 nas estradas, ele começou com a banda Caçoa Mas Num Manga, onde havia artistas importantes da cena alagoana: Júnior Almeida,  Félix Baigon, Zé Barros e Gal Monteiro, como Sebage me passou, eles misturavam um lance new wave com caeté. Depois, vieram os seus projetos de pós-punk, a Sangue de Cristo, formada em Maceió e a Jesuítas, formada em São Paulo, quando o cara resolveu se mandar para lá! E por fim, já nos anos 2000, montou a Trindade antes de fazer a carreira solo.

O disco Beatnik é praticamente uma compilação de quase todas as faixas que Sebage gravou durante toda a sua vida, desde 2001 quando morava em São Paulo até então aqui, que agora vive em Maceió – um álbum completo, sem deixar a desejar para quem curte rock, mas é rock mesmo do que eu estou falando, sem nada piegas!

São no total 12 faixas, algumas em português e outras em inglês misturando o que há de mais vivo na safra do glam rock ou até mesmo o pós-punk e a era do proto, como MC5, Lou Reed, Iggy Pop, The Smiths, David Bowie e assim por diante que complemente esta linha destruidora.

Sebage é um dos ícones importantes da cena underground alagoana, muitos o conhecem por ter representado essa sonoridade para os nordestinos, fez versões de músicas dos Smiths como a Bigmouth Strikes Again (só procurar no Youtube) e teve uma banda cover de David Bowie enquanto estava em São Paulo, e aí já podemos entender quais são suas maiores influências já citadas aqui. Há diversas participações no disco, o cara convidou milhares de músicos para tocar suas músicas, que levaria um texto maior ainda para escrever quem seriam eles – você terá que ler as informações no Bandcamp se estiver curioso (hehe).

Escutem Beatnik no carro, na piscina, na faxina da casa porque o trabalho é para se ouvir em qualquer ambiente, em qualquer estado. A arte da capa foi feita pelo designer/ilustrador, Mário Alencar (Killing Surfers, Sketchquiet, Mario The Alencar) – vai  num bar mais próximo de sua casa e pede pro garçom por essa jóia pra rolar, só toma cuidado pra não beber demais.

por Mário Alencar


Ouçam agora na íntegra:

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